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Amanhã a presidente Dilma estará em Manaus para anunciar o “Bolsa Verde”.
Quero aproveitar a presença da Presidente Dilma em Manaus para iniciar um debate que julgo fundamental e estratégico para os destinos do Amazonas e dos Estados da Região. A necessidade de criação de uma lei específica para o bioma Floresta Amazônica.
Uma LEI DA FLORESTA AMAZÔNICA, nos moldes da Lei da Mata Atlântica sancionada pelo presidente Lula. Se, na questão ambiental, Lula foi o presidente da Lei da Mata Atlântica, Dilma precisa ser a presidente da Lei da Floresta Amazônica.
O legislador constitucional deu proteção especial a 5 biomas brasileiros, ao dispor no Parágrafo 4º. do artigo 225 da Constituição Federal:
“A Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira são patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais.” Assim, os biomas protegidos pelo Parágrafo 4º. do artigo 225 da Constituição Federal são: a Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira.
O Supremo Tribunal Federal já enfrentou a constitucionalização da Floresta Amazônica como patrimônio nacional, no seguinte julgado.
“A Constituição deu tratamento especial à Floresta Amazônica, ao integrá-la no patrimônio nacional aduzindo que sua utilização se fará, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais.” (STF – 1o. T – Rextr. n. 134.297-8/SP – Rel. Min. Celso de Mello, Diário da Justiça, Seção I, 22 set. 1995, p. 30.957).
Acontece que, a despeito de a Constituição estabelecer a necessidade de leis específicas normatizando a utilização de cada um dos biomas protegidos, passados 23 anos da sua promulgação, apenas o bioma Mata Atlântica tem sua lei específica.
Lei n. 11.428, de 22 de dezembro de 2006 – Dispõe sobre utilização e proteção da vegetação nativa do Bioma Mata Atlântica, e dá outras providências.
BIOMA MATA ATLÂNTICA Art. 6o A proteção e a utilização do Bioma Mata Atlântica têm por objetivo geral o desenvolvimento sustentável e, por objetivos específicos, a salvaguarda da biodiversidade, da saúde humana, dos valores paisagísticos, estéticos e turísticos, do regime hídrico e da estabilidade social.
Parágrafo único. Na proteção e na utilização do Bioma Mata Atlântica, serão observados os princípios da função socioambiental da propriedade, da eqüidade intergeracional, da prevenção, da precaução, do usuário-pagador, da transparência das informações e atos, da gestão democrática, da celeridade procedimental, da gratuidade dos serviços administrativos prestados ao pequeno produtor rural e às populações tradicionais e do respeito ao direito de propriedade.
Art. 7o A proteção e a utilização do Bioma Mata Atlântica far-se-ão dentro de condições que assegurem: I – a manutenção e a recuperação da biodiversidade, vegetação, fauna e regime hídrico do Bioma Mata Atlântica para as presentes e futuras gerações; (Se justificada é a proteção legal específica para a Mata Atlântica, tanto ou mais o é para a Floresta Amazônica. Ou não, Presidente?)
II – o estímulo à pesquisa, à difusão de tecnologias de manejo sustentável da vegetação e à formação de uma consciência pública sobre a necessidade de recuperação e manutenção dos ecossistemas; (Se for sério o discurso da Presidente – eu imagino que seja – ela precisa anunciar mais investimentos e a recomposição de pessoal do INPA para que possamos aprofundar a pesquisa sobre o bioma Floresta Amazônica, pois só conhecendo seremos capazes de preservar.
Mais recursos e recomposição de pessoal para a EMBRAPA pois só assim teremos tecnologia na produção de alimentos, aumentando a produtividade e criando novos métodos de produzir sem devastar).
III – o fomento de atividades públicas e privadas compatíveis com a manutenção do equilíbrio ecológico; (Se for verdadeira a preocupação ambiental da Presidente ela precisa anunciar medidas para destravar o Terra Legal que tem resultados ridículos no Amazonas, pois sem regularização fundiária não há fomento e nem assistência técnica e sem fomento e assistência técnica não há possibilidade de migração de atividades predatórias para atividades sustentáveis).
IV – o disciplinamento da ocupação rural e urbana, de forma a harmonizar o crescimento econômico com a manutenção do equilíbrio ecológico. A falta de um recorte legislativo que considere as especificidades de cada bioma – claro que respeitadas as regras gerais definidas por um Código Florestal garantidor da preservação e da utilização sustentável do que é comum a todos os biomas – cria aberrações legislativas de que são vítimas as populações tradicionais da floresta.
Vejamos o exemplo da ocupação das margens dos grandes rios e da agricultura familiar de várzea, usando uma imagem como ilustração do debate. Essa foto foi tirada entre os municípios de Maués e Boa Vista do Ramos mas poderia ter sido tirada em qualquer outro município do Amazonas.
O texto final do relatório do Código Ambiental, para proteger as margens e várzeas de biomas hoje em risco por atividades predatórias, obrigará esse ribeirinho a recuar sua casa 500 metros pra dentro da floresta e proibirá sua pequena plantação na várzea. Esse relato nos traz de volta a reflexão sobre o Bolsa Floresta ou o Bolsa Verde que será lançado amanhã. Será que este ribeirinho ou as populações tradicionais, que mantém até hoje 98% da floresta em pé, são responsáveis pelo desmatamento na Amazônia?
E, por outro lado, será que quem desmata em escala impactante troca sua atividade econômica por R$ 50 ou R$ 100 por mês? Penso que não e por isso tenho minhas dúvidas sobre a eficiência desse tipo de política, apesar de reconhecer que elas cumprem um importante papel no campo da propaganda político-ambiental e agradam uma boa parcela dos ambientalista. Retorno ao debate da Lei da Floresta Amazônica pra dizer:
Os povos da floresta precisam menos das migalhas que caem da mesa do banquete do Governo Federal e mais de um arcabouço jurídico que criem as condições para a utilização sustentável da Floresta, de regularização fundiária, de fomento, de assistência técnica. Só assim teremos um marcos legal e as condições materiais para a consolidação de uma matriz econômica de utilização sustentável da floresta. Presidente, anuncie seu compromisso com a criação da Lei da Floresta Amazônica e tome providências junto ao Ministério do Meio Ambiente para que esse debate seja iniciado. O resto, não é política, é propaganda!
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quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Por uma Lei da Floresta Amazônica!

A Emoção vai ser intensa e a nossa garra vai sempre prevalecer – Faltam 05 dias para os Jogos Escolares de Parintins de 2011. CNSC “A VERDADEIRA GARRA, A VELHA EMOÇÃO DE VENCER”.
O Desenvolvimento em pauta: 2ª Conferência de Juventude (texto integral)
Revista Juventude.br realiza chamada para publicação de artigos
Os artigos devem tratar sobre “ O Pronatec, seus limites e possibilidades”. Aqueles que abordem temas ligados à juventude, suas práticas, sua sociabilidade, cultura, participação política, formas de ação coletiva e memória também serão aceitos. Os interessados devem enviar os textos até o dia 20 de outubro para o e-mail: revistajuventude.br@cemj.org.br. Os artigos devem ter no máximo 20 laudas digitadas com fonte Time News Roman 12 e espaço 1,5.
A revista “Juventude.br” é uma publicação do Centro de Estudos e Memória da Juventude voltada para o debate e a divulgação de pesquisas sobre a juventude. Pretende ser um elo entre a produção acadêmica e os movimentos juvenis, aprofundando a reflexão sobre a condição juvenil no Brasil e favorecendo as possibilidades de sua transformação.
A revista é distribuída gratuitamente para lideranças e organizações juvenis cadastradas pelo CEMJ e pode também ser acessada através da internet: http://www.cemj.org.br/nossosProjetos_RevistaJuventude_br.asp
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
o Voto aos 16 anos!

Tais expressões, fruto de uma visão ainda preconceituosa e estigmatizada da juventude, nega o jovem como sujeito social com possibilidade de intervenção crítica e responsabilidade social e nega a juventude como tempo de participação social e de emancipação pessoal e coletiva. Em outras palavras, as posições contrárias ao voto aos 16 anos desconhecem a possibilidade de jovens que percebem a importância da política, acreditam na democracia e apostam que é possível mudar o mundo.[3] [...]
Deste modo, destacamos aqui três aspectos, dentre vários outros possíveis, para a defesa e mobilização em torno do voto aos 16 anos defendendo-o enquanto estratégia importante para a elevação do nível de tematização social da juventude e para o fomento a inclusão das demandas juvenis no debate eleitoral.
Um primeiro aspecto diz respeito a ruptura com o paradigma na apatia juvenil e consiste em, por meio de uma participação ativa dos jovens dentre 16 e 17 anos no processo eleitoral, demonstrar que não é verdadeira a tese de que toda a juventude, ou melhor, todas as juventudes são desmobilizadas e apáticas politicamente.
Uma segunda dimensão refere-se ao incentivo à organização juvenil. Com a provocação à participação eleitoral dos jovens é possível incentivar a criação de grupos em interesse relacionados a essa questão como, por exemplo, a ação das redes, juventudes partidárias e entidades de apoio que se mobilizam pela defesa do voto adolescente como importante meio de interferência na discussão política do país.
Tais modalidades de mobilização social podem desempenhar um papel importante no que tange a associação política de jovens, sobretudo se tais campanhas relacionam-se com a promoção do voto crítico, do acompanhamento parlamentar, do engajamento social e do controle dos candidatos após o processo eleitoral monitorando e fiscalizando suas ações.
Por fim, o voto aos 16 anos pode significar ainda a inclusão do olhar dos jovens sobre as políticas que lhe dizem respeito e, portanto, a qualificação do debate sobre as políticas públicas de juventude dentro do processo eleitoral, suplantando o velho modelo da tematização dos jovens como objeto das políticas para a concepção do jovem como sujeito capaz de mediar, negociar, se contrapor e influir na constituição do debate sobre juventude a ser travado dentro da perspectiva eleitoral.
Assim, está colocado para os(as) ativistas pelo direitos da juventude um bom debate no que se refere ao voto aos 16 anos no sentido de que além de fomentar o alistamento eleitoral, com o objeto de assegurar a garantia desse direito juvenil, é importante ainda debater o voto dos jovens–adolescentes como possibilidade de mudança e de transição geracional, desencadeando processos de mobilização política, controle social e conscientização cidadã, certos(as) de que a eleição não será capaz de, sozinha, mudar os rumos do país e da sua juventude, mas, cientes de que, sem dúvida, ela representa um privilegiado momento para o debate por mais direitos e mais participação.
Miss: rainha de quê?

Sinto-me especialmente feliz por conseguir me indignar frente a coisas simples e relativamente bem aceitas pela sociedade. Um exemplo são os tradicionais concursos de miss.
Quantas mulheres, ao longo da história, dedicaram suas vidas a combater o machismo, a conquistar o espaço que temos hoje. Mulheres que viveram e enxergaram além do seu tempo e, por isso, foram estigmatizadas, hostilizadas e sofreram todas as "sanções sociais" possíveis.
Hoje, procuramos nos qualificar profissional e intelectualmente. Aprendemos idiomas estrangeiros para alcançar novas culturas e novas oportunidades - não, apenas, por ser obrigação de uma moça fina. Batalhamos, todos os dias, no mercado de trabalho, para receber, no mínimo, o mesmo salário que os homens, ao executar o mesmo trabalho. Brigamos em casa para que nossos companheiros dividam as tarefas domésticas e, consequentemente, compatilhem conosco o "terceiro expediente". No trabalho, elogios e assédio ainda se confundem e as dúvidas sempre pairam sobre quem não se submete. Afinal, é mais fácil encontrar uma subalterna vadia, do que um chefe tarado.
Nosso corpo é só nosso e, por isso, temos que brigar, ainda, com a Igreja e com o Estado, para que compreendam isso e nos permitam cuidar dele como nos convenha. Por falar em corpo, temos mesmo que cuidar dele muito bem, porque há grandes chances de sermos discriminadas, caso estejamos muito distante dos padrões de beleza. Quantas são admiradas por serem chefes de família, por criarem seus filhos e serem mães e pais ao mesmo tempo? Tenho a certeza, também, de que hoje as mães sonham que suas filhas ocupem, em igual quantidade e qualidade, cargos de chefia, diretorias, presidências. Poucas décadas atrás, o principal anseio das mães para felicidade de suas filhas era mais difícil de alcançar: que fizessem um bom casamento (seja lá o que isso significasse), tivessem muitos filhos e fossem felizes para sempre.
Em meio a todo esse contexto, vemos concursos de beleza de todo tipo. Miss disso ou daquilo, musa, garota, rainha, princesa. Desfilam, dançam, respondem abobrinhas, coisas ridículas e medíocres ou, no mínimo, memorizadas e falsamente vomitadas ao microfone. São ridicularizadas, servem de chacota, seja por serem bonitas e terem falado absurdos, seja por não cumprirem com os padrões - locais ou "universais" - de beleza imposto nos concursos. No final, a vencedora ganha uma faixa, um cetro e uma coroa. Acena doce e passivamente à multidão, chora de emoção, agradece, vai embora. Em resumo, representa tudo o que sempre nos tentaram impor e que esbravejamos para não permitir. Aceitam pacificamente discriminação social e racismo evidentes em TODOS esses concursos, e assumem, tacitamente, que a beleza é o que uma mulher pode oferecer de melhor. Afinal, o que mais elas oferecem nesse concurso? Habilidades? Conhecimentos? Cultura?
Esse ano, o Miss Universo acontecerá no Brasil. Para quê? Não precisamos de uma rainha, temos uma presidenta eleita pelo voto direto. Já colocamos a faixa no peito de uma mulher que não é bonita, não é jovem, nem loira, alta e magra. Tem o corpo castigado por lutar pela democracia e pelo povo do seu país. Por não ser doce, dócil, passiva, submissa, tem fama de ser dura, fria, grossa. E, no Brasil governado por esta mulher, tantas outras morrem assassinadas por seus companheiros; morrem de parto ou de complicações por aborto inseguro; são violentadas e exploradas sexualmente; trabalham no campo e na cidade, em casas de família, na informalidade e não têm seus direitos trabalhistas respeitados. Para que uma rainha da beleza, se temos mais de 22 milhões de mulheres chefes de família. Em nossa História, recente e remota, temos tantas mulheres que nos orgulham e nos fazem acreditar que vale à pena lutar por um mundo melhor. Não, definitivamente não precisamos de títulos como esses.
Por tudo isso e em respeito às mulheres do Mundo, eu não assisto ao concurso de Miss. E você?
*Marília Arraes, vereadora do Recife pelo PSB
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Ser ou não ser candidato a candidato a vereador?
A argumentação de que “política é lugar de ladrão, de gente mentirosa” é a campeã de todas. O bom percentual de pessoas que tentam me alertar quanto a isso me chama a atenção não pelo fato das colocações, mas porque são pessoas esclarecidas, com excelente grau de instrução e até com experiência na política em geral, incluindo, aqui, a partidária.
Claro que a política partidária não é um convento de clausura, mas generalizar é ser tendencioso, ou seja, dizer que a política é lugar de gente mentirosa é ser imparcial. Afinal de contas, o que dizer de alguns noticiários, de algumas competições (Fórmula 1, futebol, vôlei, etc.) . Se há mentira é porque há quem, no fundo, as aceite passivamente; vou mais longe: até queira ser enrolado.
Você votaria num candidato a vereador que assumisse o compromisso de fiscalizar atentamente as ações do Executivo (prefeito), legislar sem aumentar despesas? Ou seja, você votaria num candidato realmente sincero? Porque é só a isso que o Legislativo se presta, legislar e fiscalizar. Não a asfaltar ruas, abrir postos de saúde, fazer praças públicas, limpar a cidade, enfim, o agente público aqui não é o vereador, é o prefeito.
Ouso dizer até que boa parte dos vereadores que entram no Legislativo nem sequer tem essa clareza. Para estes, existe uma mistura de papéis e leva meses para cair a ficha. Há aqueles, inclusive, que, para manter a “promessa” equivocada da campanha e não se indispor com os eleitores, acabam se entregando ao Executivo numa troca que compromete todo o processo.
A impressão que me dá é que algumas pessoas querem ter a promessa de que um candidato lhes ofereça uma “casinha no céu tendo como vizinho Jesus Cristo”, mas, diante da promessa não cumprida, vem a já tradicional frase: “Viu, político é tudo igual, promete e não cumpre”. Político é tudo igual ou esse tipo de eleitor é tudo igual?
“Política é lugar de ladrão”.
Penso que lugar de ladrão não é na política, é no presídio, nas penitenciárias, onde deveria ficar quem comete algum delito contra a sociedade. Ora, se o vereador roubar, não vamos ter a ingênua ideia de acabar com a Câmara de Vereadores; se o prefeito roubar, não vamos fechar a prefeitura: prendem-se vereador e prefeito e segue-se o ritmo normal da democracia.
Mas diante desse quadro, sei que nenhuma pessoa chega ao mandato sem o instrumento fundamental dos pleitos, ou seja, o que dá fundamento às eleições: o voto. Todos os parlamentares, sejam eles do Legislativo (vereador, deputado estadual, deputado federal, senador) ou do Executivo (prefeito e vice, governador e vice, presidente e vice), necessitam dos votos para se eleger, e aqui entra o cidadão plena, livre e conscientemente para votar.
Se política é lugar de ladrão e se o candidato não se autointitula parlamentar, é lógico que este necessita passar por uma eleição. Portanto, isso só ocorre porque há os que votam nesse ladrão, não?
Umas das argumentações mais fortes que ouvi nesses quase 30 dias de conversa é que eu vou me transformar em mais um. Entendi que “mais um” seria um ladrão, um mentiroso. Aqui percebo uma grande descrença das pessoas no processo político-eleitoral e percebo que temem pela imagem das pessoas que lhes são caras.
O eleitor, no fundo, conhece os candidatos sérios, éticos, bem-intencionados, e já viu que muitos se perderam ao longo do caminho. Isso é verdade. Mas há os que conseguiram passar pela prova da honradez, da verdade, da seriedade e são, inclusive, mais pobres economicamente do que quando entraram na política partidária. É imperativo que se coloque isso neste debate.
Lembro-me do sociólogo Florestan Fernandes que disse certa vez: “a verdadeira política é bela”, mas que o inverso dela, a politicagem – que é a sacanagem da política – é uma “merda”. “O que devemos fazer diante dessa merda?”, perguntava ele, e logo dava a solução: “Temos que entrar nela, tirá-la com a mão”. Contudo, ensinava, temos uma coisa que não se pode fazer, que é “comer merda”. Se não, explicava, a gente se transforma numa merda.
O que garante que uma pessoa não vai se corromper, pois é comum dizer que o poder corrompe? Nada! Para mim, o que existe como referência é a vida pregressa da pessoa, ou seja, o passado. Diga-me quem fostes e quem és, e eu terei uma ideia do que serás.
Pesquise sobre seu candidato e seu partido, saiba o que fez, o que pensa, que valores alicerçam suas ações em seu cotidiano. Observe quem são seus apoiadores e, depois de eleito, acompanhe suas votações e participe das reuniões a que ele chamar. Não fique pacientemente aceitando o mandato representativo, movimente-se para o mandato participativo.
Como tenho conversado com familiares, amigos e até conhecidos mais chegados, todos têm liberdade de falar o que querem, e eu a mesma coisa. Fiquei surpreso com alguns que disseram que temiam pela minha saúde. Senti o carinho desses por mim, por minha vida, por minha perfeita saúde, por minha segurança. Que bonito!
Assim como todo rio deságua no mar, a gente só adoece quando represa, ou seja, existe um fluxo natural de verdade nas relações humanas que deságua na vida, na saúde. Contudo, se houver uma represa, metaforicamente manifestada por mentiras, negociatas, venda de voto em favor de grupos fechados e até do Poder Executivo, ali estará a origem da doença.
Uma pessoa em harmonia consigo mesma, com o outro, com a natureza não adoece. O que faz adoecer são as ações sombrias, por isso, essa colocação de que posso adoecer não me amedronta, pois a verdade é o caminho mais próximo entre as pessoas e ela realmente liberta e traz vida e saúde.
Engraçado que, durante as conversas que tive com alguns ex-candidatos, candidatos e pessoas sem muita experiência em campanhas, invariavelmente, eles afirmam que tenho que ter cuidado com as pessoas que dizem sim. “Eles vão te enganar, te trair”, avisam.
Sabe, penso que, como escrevi acima, o caminho mais próximo entre as pessoas é a verdade. Eu acredito nas pessoas. Acredito no que elas dizem. Até porque, para mim, elas não me traem, elas se traem. Como uma pessoa vai exigir seriedade dos candidatos, se nem ela, como eleitora, age assim? Mais do que me enganar, me trair, ela se engana, se trai.
Os profetas do apocalipse estão aí para generalizar e dizer que estamos em terra arrasada, que não dá para confiar em candidato, que não dá para confiar em eleitor. Onde vamos parar, se isso realmente for verdade? Ainda bem que não é. Porque, se realmente o nosso planeta fosse esse caos que alguns apregoam, não poderíamos sequer sair de casa.
Mais do que pronto para receber um sim, acredito que estou preparado para receber um não, afinal de contas, “sim” e “não” fazem parte da realidade dual que nos eleva a sermos, hoje, melhores que ontem e, amanhã, melhores que hoje.
Essa de “se tu não pagares, ninguém vai votar em ti” é sempre lembrada. De acordo com as pessoas que tentam me aconselhar, os eleitores têm preço, e leva o voto quem pagar mais. Você acerta com um aqui e, se dias depois, outro candidato vier com uma oferta maior, já é tida como normal a mudança.
Isso ocorre e é inequívoco. Mas assim como há os que trocam o voto por gasolina, por viagem de ônibus, por jogo de camisa para o time de futebol, por churrasco, pelo material de construção, enfim, por favores, há também aqueles que pagam para votar.
Há os ideológicos, os simpáticos, os crentes na candidatura. São os denominados votos conscientes e é nestes que penso em concentrar o trabalho, no voto maduro, esclarecido, no voto no programa, na ideia, no projeto, na história. Afinal de contas, o voto não tem preço, tem consequências.
Jamais vou comprar um voto. Jamais vou fazer um favor em troca do voto. Jamais vou dar gasolina para que coloquem o adesivo, o button, jamais. Todos os que forem vistos defendendo a nossa candidatura o farão por uma decisão pessoal, livre e consciente. Desse voto vai ser gerado um compromisso de quatro anos, para um mandato, não do paga aqui, vota lá e pronto!
Muitos amigos me falam que a minha vida está bem encaminhada e que não necessito ser candidato. Então: “Por que ser candidato a candidato?”, perguntam.
Quero ser candidato a candidato a vereador porque não sou ladrão, não sou mentiroso, acredito e defendo a verdade, tenho caráter e não vou vender minha alma e comprometer minha história para me eleger, acredito no sim das pessoas, não vou negociar financeiramente votos – nem na campanha nem na Câmara –, enfim, quero ser candidato porque sou um cidadão livre em seus direitos políticos, assim como a grande maioria da população brasileira. As pessoas até podem questionar o meu voto do ponto de vista do certo e do errado, mas jamais, jamais vão questionar se ele teve preço.
Quero ser candidato a candidato a vereador, caso meu partido aceite, para levar propostas exequíveis, sem sonhos, sem promessas impossíveis, baseadas nas verdadeiras funções de um vereador;
Quero ser candidato a candidato a vereador porque acredito que existem muitas formas de se avançar socialmente, e a política partidária é uma delas;
Quero ser candidato a candidato a vereador porque vejo dignidade no agente público, nobreza na política e honra nos cargos assumidos, desde que sejam desempenhados com base na verdade;
Quero ser candidato a candidato a vereador porque acredito na ética como forma de mediar as relações humanas;
Quero ser candidato a candidato a vereador porque não quero passar por esta existência sem uma experiência político-eleitoral;
Quero ser candidato a candidato a vereador porque sinto que é possível aliar política a espiritualidade, decência, debate e liberdade;
Quero ser candidato a candidato a vereador porque quero contribuir com debates e ações que levem vida às pessoas, não morte;
Quero ser candidato a candidato a vereador porque quero sugerir ações libertadoras em todos os sentidos: do ponto de vista social, econômico, educacional, espiritual, ecológico, enfim, que promovam luz, não sombra;
Quero ser candidato a candidato a vereador porque percebo que existe um número considerável de eleitores que buscam candidatos sérios, confiáveis, com propostas;
Quero ser candidato a candidato a vereador porque agora me sinto preparado para assumir essa responsabilidade;
Quero ser candidato a candidato a vereador porque tenho um grupo de familiares, amigos, ex-estudantes, colegas e conhecidos que, se empenhados na corrente do sim, cada um fazendo a sua parte, lograremos êxito;
Quero ser candidato a candidato a vereador porque, independente do resultado desse processo – se serei candidato ou não, se vamos nos eleger ou não –, já valeu a pena tudo o que passei até esse momento;
Quero ser candidato a candidato a vereador porque sei que é possível aliar política a trabalho, embora encare o parlamento também como um trabalho, mas não exclusivo;
Quero ser candidato a candidato a vereador porque acredito que é possível aliar política com família, incluindo as duas, não excluindo uma em detrimento de outra;
Quero ser candidato a candidato a vereador porque visualizo que minha vida não vai mudar muito, pelo contrário, minhas crenças, sonhos e desejos vão ter na política mais um aliado, um ENCURTAR CAMINHO;
Quero ser candidato a candidato a vereador porque sou humano e vivo na polis;
Quero ser candidato a candidato a vereador porque acredito na negociação, não na negociata; acredito na conversa, não no conchavo; acredito no compromisso, não na promessa;
Quero ser candidato a candidato a vereador porque quero ser “ponte” para o novo, jamais “muro” do velho;
Quero ser candidato a candidato a vereador porque quero colocar meu ego a serviço do “ego universal”.
Uma das colocações que achei assaz interessante foi: “Tudo bem. Vais ser vereador e o que vais ser depois? Prefeito, deputado, governador, senador, presidente?”.
Como expus neste texto, estou me colocando como candidato a candidato. Na sequência vem o deferimento da candidatura, previsto para meados de 2012, a campanha e, se lograr êxito, aí é que vem a legislatura. Cada coisa no seu tempo. Um passo por vez.
Mas destaquei este ponto para esclarecer que não estou fechado a nenhuma possibilidade, estou aberto. Mas percebo que o apego ao cargo ou ao carreirismo leva o candidato a se perder de si e do seu propósito. Portanto, jamais pensei em nada além de ser candidato a candidato a vereador.
Para esta pergunta, feita por praticamente todos com quem conversei até agora, “Será que é possível?”, tenho uma resposta: “Sim. É possível.”
José Sarney é alvo de críticas no Rock in Rio
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
A Juventude e a Política!
Segundo o escritor Bertold Brecht, ”o pior analfabeto é o analfabeto político, ele não ouve não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, da farinha....do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra e corrupto....
Isto demonstra a responsabilidade que adquirimos no ato de votar, mas de certo muitos de nós nos privamos desta responsabilidade por acreditar que ela não é de nossa alçada ou que não podemos fazer nada a fim de mudar os problemas que afligem nossa sociedade. Este é o grande mal que faz com que esta má ideologia sobre as relações políticas criem uma onda de descrença naquela que em seus primórdios nasceu como arte, a arte de governar a pólis (cidade), que teve bases filosóficas na sua criação a nossa política.
Esta arte de governar a cidade é o que temos hoje por política, mas de fato o que se tem observado é que ao longo da história esta foi desvirtuando-se, e o hoje o que temos é a politicalha, uma instituição corrompida e com uma visão diferente daquela para qual fora criada, servir ao bem comum, servir ao povo.
Grande parte deste desvio tem sua origem justamente nesta questão das más escolhas, causadas por um total desconhecimento do real teor da política e de suas relações sociais, que são ou deveriam ser as bases de seus fundamentos, servir ao povo.A falta de participação por parte do povo e principalmente por parte da juventude, que é quem de fato deveria se aproximar cada vez mais da política, pois o fato de nos abstermos da política é que nos torna meros espectadores á mercê de qualquer escolha alheia ás nossas vontades, é essencial que sejamos cidadãos plenos, dotados de uma consciência critica e política plena, que sejamos capazes de reinvidicar quando necessário, e lutar por nossos direitos.
E por que não começar uma revolução política, uma revolução intelectual por meio da juventude, já que em uma cidade como Parintins, que tem admitido cada vez mais sua vocação acadêmica, estudantil, os grandes formadores de opinião e quem sabe os grandes políticos do amanhã fazem parte desta juventude como falar em renovação política se a juventude se afasta e não participa da política, e deixa tudo na mão de meia dúzia de tubarões que fazem o que bem entendem uma vez que não se cobra mais ação e transparência da forma que deveria ser feita.
Por que não realizar uma aproximação entre a política e a juventude parintinense que tanto tem estado afastada do cenário político desta cidade.Pois é começando desde cedo, das bases que se constrói um pensamento sólido que se constroem ideais de vida e luta por uma sociedade mais justa na medida do possível, a juventude é capaz, é forte é corajosa o jovem vai a luta, mostra a cara e enfrenta os problemas sem correr, é esta força e altivez que é a principal arma que é capaz de transformar a juventude na grande revolucionaria destes tempos em que a descrença é o único sentimento que se tem sobre política, vamos dar um voto á mudança á transparência e á liberdade, e a retomada dos valores éticos e morais.Como dizia a música “os velhos de Brasília não podem ser eternos” o que diremos dos velhos de Parintins.
Vamos criar uma juventude realmente engajada em ideais comuns a todos, uma juventude socialista de verdade.
O autor é Acadêmico do curso de Biologia da Uea e Presidente da Juventude Socialista Brasileira de Parintins
CNSC é destaque no SADEAM e alcança o 1º Lugar no Ensino Médio

Neste Sábado (17 de Setembro) foi divulgado pela SEDUC o Resultado do SADEAM de 2010 que avalia o nível de ensino das escolas públicas no Estado do Amazonas, o resultado foi bastante comemorado pelo Colégio “Nossa Senhora do Carmo”, cujos índices do educandário alcançaram notas excelentes. Dias depois da conquista no ENEM, o Ensino Médio do CNSC que vive um momento bastante vitorioso, obteve a nota de 5.2 na avaliação, alcançando o 1º lugar em Parintins e no Baixo Amazonas, considerado por mais um ano como Escola de Valor.
O Ensino Fundamental também obteve um desempenho fantástico, nota 6.4, índice considerado muito bom, quase o dobro da média estadual. O Educandário vai receber como prêmio pela conquista o valor de R$100.000,00 o maior da história do Interior do Estado, os professores também vão ser premiados com 14º e 15º salários.
Parabéns aos nossos educadores, estudantes e toda a Família Vicentina no Coração da Amazônia. CNSC, o teu passado e o seu presente são um orgulho para Parintins.
